08-04-2016

Cruzar talentos e mercado de trabalho é o objetivo de um projeto recente que ganha expressão online: www.industriacriativa.pt nasce para apoiar os criativos.
 
É um projeto independente, criado por Pedro Lobo e Nuno Guerra, que num registo positivo, com humor, dá expressão a um assunto muito sério. “Sabendo que em Portugal existem milhares de criativos ansiosos por mostrar a(s) sua(s) garra(s)”, estes “dois lobos, um deles em pele de cordeiro”, construíram a plataforma online Indústria Criativa. A intenção é “promover ofertas de emprego e otimizar as candidaturas dos criativos, facilitando assim o processo de seleção das empresas pelo acesso prático e rápido a portfólios”. Em suma, pretende-se juntar “quem dá o litro a quem arranja um tacho”. Mais informações em discurso direto, com Nuno Guerra.
 
Como surge esta plataforma?
Surge de uma forma natural, na Yeah Works, empresa de design & software. Na Yeah Works criámos em abril de 2014 um portal de recrutamento focado em IT (www.empregosit.pt) e desde cedo percebemos que podíamos transferir e evoluir o que tínhamos feito no IT para o mercado da criatividade e da comunicação. Depois de algumas pesquisas percebemos que não havia no mercado português algo que permitisse aos profissionais da indústria criativa expor o seu talento. Percebemos também que o talento português está exposto e ofuscado em plataformas internacionais que têm milhões de profissionais inscritos. Por isso, e aliando a estes factos a nossa paixão por criar coisas, a decisão foi fácil. Arregaçámos as mangas e metemos mãos ao trabalho.
 
Quando foi lançada e como está a evoluir?
A Indústria Criativa foi oficialmente lançada no dia 30 de janeiro de 2016.
A evolução está a ser muito boa; em pouco mais de dois meses temos mais de 1000 criativos e mais de uma centena de empresas inscritas na plataforma, sendo que não gastámos 1 euro em publicidade.
 
Que feedback têm recebido?
O feedback tem sido óptimo, e tem chegado por diversos meios. São imensas as menções à Indústria Criativa em posts nas redes sociais e isso mostra que a aceitação do projeto está a ser boa.
 
Como se sustenta o projecto?
Nesta fase de lançamento, a sustentabilidade é garantida pela Yeah Works. Mas temos a consciência que o projeto, para continuar vivo e saudável, terá de gerar negócio, por isso em breve vamos introduzir contas premium para criativos que se queiram diferenciar, entre outras novidades.
 
Da experiência adquirida, que perceção têm hoje sobre o setor?
O mercado das indústrias criativas é vasto, mais vasto do que se pode pensar à partida. Há muito talento em Portugal, temos bons criativos em diversas áreas e isso é extremamente positivo. Porém, tem que haver mais investimento nas indústrias criativas. Nos dias de hoje, qualquer projeto /negócio, para ter sucesso, tem que ter a capacidade de cativar, criar empatia – e isso é algo que só se consegue com criatividade, por isso temos de valorizar mais o trabalho criativo.
 
(A ilustrar este artigo, imagem de perfil de Pedro Lobo, cofundador da plataforma.)
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