22-04-2015

Chama-se Idiot Mag, começou online e vai já no terceiro número em papel. Este é um projeto editorial independente, jovem e irreverente, feito por idiotas assumidos - e com todo o gosto. Mas a impressão é gulosa... Para garantir a sua viabilidade, a revista precisa de um mecenas.
 
À terceira edição, a capa da revista é assumida pelos da casa e surge como um manifesto: a IDIOT MAG não tem afetações de coisa pseudointelectual. Não acha que descobriu a pólvora, mas tem irreverência para fazer notar-se do alto do seu porte A5. Sobretudo, quer existir e tem motivos para o querer – este projeto editorial, que conheceu o papel em dezembro passado, chegou ao universo online há três anos e já fez o seu público. Agora, importa crescer.
Aquilo que em 2012 era “apenas uma tentativa de autopromoção” do trabalho desenvolvido pela dupla de designers João Cabral e Nuno Dias transformou-se “em algo que, enrolado, é pelo menos capaz de ameaçar a vida de pequenos insetos”. A opinião é dos criadores, não a nossa, que não vemos na Idiot uma ameaça, mas antes um espaço (agora físico) que dá expressão a gente com ideias (ou idiotices, para adotarmos o léxico) e ao empreendedorismo criativo.
Sediada no Porto e respirando mundo entre páginas, esta é “uma revista independente de cultura e tendências urbanas”, ecologicamente sustentável e com “forte sentido de responsabilidade social”. É um projeto do Coletivo Idiot, pelo qual respondem, além dos dois fundadores, o designer Telmo Moura, sendo que nele colaboram autores de diferentes latitudes e backgrounds: aqui, ter-se já reconhecimento público ou ser-se desconhecido é pouco importante; interessa é que nas veias de quem participa corra idiotice boa, daquela que faz e deixa acontecer, sem preconceitos, com sentido de liberdade e espírito crítico. São, diz o Coletivo, “a voz de quem não se quer calar”.
De publicação bimestral, a Idiot promete cumprir sete edições até ao final do ano. As três primeiras já conheceram a rotativa: a de estreia (edição zero) saiu em dezembro, ilustrada pela artista Ana Aragão; o n.º 1 veio com fevereiro (com capa a cargo de Third); e o n.º 2 foi lançado há dias. A revista pode ser adquirida via online (sendo enviada para qualquer parte do mundo) ou em pontos de venda físicos por Portugal inteiro (descobre-os em idiotmag.com), incluindo as lojas Fnac, custando €3.
Garantir a continuidade do projeto é, agora, o grande desafio do Coletivo Idiot, um trio assumidamente empreendedor, irrequieto e otimista (afinal, três palavras para a mesma coisa). “Acreditamos que todos os insucessos e tiros falhados são uma lição e ferramenta para melhor construir o nosso sonho” – salientam os seus elementos. A criação de subscrições (seis edições a um preço inferior ao de capa) foi uma das soluções encontradas. O número de subscritores (sempre os primeiros a receber cada edição) é razoável, mas insuficiente para garantir a viabilidade financeira da Idiot. É preciso um mecenas. Ou mais que um, quem sabe.
Nesta curta mas intensa história descobre-se que o bom idiota reconhece a humildade. Os seus protagonistas lançaram, por isso, uma espécie de carta aberta solicitando apoio. Como? Divulgando. Ora nós podemos fazer isso:
“Precisamos de ajuda a remar este barco a bom porto. Precisamos de alguém que acredite na nossa marca, no nosso produto e nos valores que simbolizamos. Precisamos de todos aqueles que reclamam com a falta de diálogo cultural nas camadas mais jovens e de todos aqueles que reclamam por uma democratização da cultura – da Arte. Precisamos de um mecenas”.
 
QUERES SUBSCREVER A IDIOT MAG?

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